A tecelagem manual do linho é uma tradição ancestral fortemente enraizada no seio da comunidade ribeirapenense, que principalmente nas freguesias de Cerva e Limões viu reconhecida excelência da qualidade e perfeição dos seus trabalhos, fornecendo as casas mais nobres da região. Mas para chegar ao trabalho final há todo um longo processo carregado de métodos e gestos que começa na sementeira e que tem o seu ponto alto no dia da Arrancada, momento em que o linho deixa de ser planta e começa o processo de conversão em tecido. Além da sua importância no processo de tratamento do linho, trata-se de um momento de convívio e animação social que aparece entre as mais importantes serviçadas agrícolas, revestindo-se de forte simbolismo para a comunidade. A memória destes momentos permanece na cultura popular, traduzida em estórias, canções e versos que vão passando de geração em geração.

A arrancada do linho preserva-se viva na comunidade da aldeia de Limões e voltou a realizar-se no último fim-de-semana de Junho de 2015. O novo linho será preparado ao longo do Verão, para ser depois transformado em novas peças ornamentais de excelência.
O Ecomuseu de Ribeira de Pena acompanhou o processo e fez a recolha das imagens que irão brevemente enriquecer o espólio imaterial à guarda do Centro de Interpretação-Museu do Linho, no centro desta aldeia.

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